Connect with us

Kaigo

Nutrientes mais importantes na alimentação para idosos

É fundamental saber os nutrientes necessários na alimentação para idosos, pois existem necessidades nutricionais específicas devido às alterações no organismo relacionadas ao envelhecimento. Veja quais os principais problemas de saúde que podem ser prevenidos ou solucionados com uma alimentação saudável e balanceada.

Principais nutrientes para idosos

Cálcio – esse mineral atua na formação dos ossos e dentes, na contração e relaxamento muscular, inclusive, do coração, por isso é um dos principais nutrientes para idosos. A ingestão de cálcio pode auxiliar na prevenção e/ ou tratamento da osteoporose, doença que diminui a densidade óssea e aumenta as chances de fratura, atingindo principalmente mulheres acima dos 60 anos. Você pode encontrar o cálcio nos seguintes alimentos:

  • Peixes, como a sardinha e bacalhau;
  • Leite e derivados;
  • Verduras verde-escuro, como espinafre, couve e rúcula.

Vitamina D – é, na verdade, um hormônio produzido pelo organismo quando você é exposto a raios solares. É o responsável pela absorção de cálcio e fósforo, minerais essenciais para a formação dos ossos. A exposição ao sol deve ser feita sem proteção, de 5 a 30 minutos por dia para as peles claras e de 45 minutos a 1 hora para as peles morenas e negras. Existem alguns alimentos com vitamina D, mas eles conseguem suprir apenas 20% do que precisamos é necessário. São eles:

  • Sardinha;
  • Suco de laranja;
  • Cogumelos secos;
  • Leite e derivados.

Vitamina C – tem função importante na manutenção da saúde da pele, ajudando na cicatrização de cortes e feridas. É um importante nutriente para idosos e as principais fontes de vitamina C são:

  • Frutas, como acerola, laranja, kiwi, morango, goiaba, caju, manga, mamão e melão;
  • Legumes e verduras, como brócolis, alface, quiabo, cenoura e repolho.

Ferro – a falta desse nutriente pode causar a anemia, presente em até 10% das pessoas acima dos 65 anos. Esse problema diminui o fluxo de oxigênio no corpo, podendo causar fadiga, falta de ar, tonturas e batimentos cardíacos acelerados. Além disso, o ferro auxilia no reforço o sistema imunológico. Pode ser encontrado nos seguintes alimentos:

  • Fígado bovino;
  • Feijão;
  • Carne vermelha;
  • Ervilha;
  • Espinafre.

Zinco – é um mineral que tem diversas funções, como a produção de energia, fortalecimento do sistema imunológico, produção de anticorpos e ainda atua na preservação dos sentidos, como paladar, olfato e visão. As principais fontes de zinco são:

  • Carne vermelha;
  • Fígado bovino;
  • Grãos integrais;
  • Castanhas;
  • Gérmen de trigo.

Vitaminas B6 – importante para a função cognitiva, auxilia na memória e na saúde do sistema nervoso. É encontrada nos seguintes alimentos:

  • Carne vermelha, aves e peixes;
  • Fígado;
  • Grãos integrais
  • Ovos;
  • Amendoim;
  • Leguminosas (lentilha, feijão, grão de bico, ervilha);
  • Frutas como banana e abacate.

Vitamina B12 – atua no metabolismo do trato gastrointestinal e é necessária para a formação das hemácias (células do sangue), que transportam o oxigênio para o corpo inteiro. É encontrada exclusivamente nos alimentos de origem animal, tais como:

  • Fígado;
  • Leite e derivados;
  • Ovos;
  • Carne vermelha, aves e peixes.

Continue Reading
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Kaigo

Benefícios da yoga para idosos

Dentre as atividades recomendadas aos idosos, yoga é uma das que atende uma série de necessidades específicas dessa fase da vida. Existem inúmeros estudos apontando nessa direção, de auxiliar no tratamento da osteoporose, passando por uma melhora do equilíbrio físico chegando à prevenção de deficiências cognitivas e neurológicas.

Mais adiante apresentarei alguns desses pontos de forma um pouco mais detalhada, mas antes penso ser oportuno responder brevemente o porquê do yoga ser capaz de sozinho abarcar um vasto campo de ganhos para nossa saúde em especial para quando chegamos à terceira idade.

Entendo que isso se deve a própria natureza do yoga, que mais que um exercício é um modo de vida voltado para o autocuidado e para o autoconhecimento. Sua proposta prática considera o indivíduo como um todo, não apenas como um corpo físico.

Além dessa abrangência, as técnicas são totalmente adaptáveis às nossas características e momento e não tem como objetivo a performance em sua execução. As posturas são ferramentas que são usadas de acordo com as nossas possibilidades para gerar estímulos físicos, fisiológicos, psicológicos e inclusive sociais.

A presença do autoconhecimento permeando a prática se soma trazendo à tona um potencial de presença e de liberdade interna não condicionadas a ação do tempo. Por conta disso, o yoga também pode se apresentar como uma atividade mais propensa a despertar um interesse e envolvimento natural em pessoas idosas.

É claro que para alcançar vantagens tão significativas é preciso comprometimento a começar pela procura por boas referências, não basta se chamar yoga, parecer yoga, tem de ser yoga.

Dependendo das condições que o idoso se encontre é altamente recomendado participar de aulas com atendimento individualizado seja em grupos específicos ou através de aulas particulares que é como faço com meus alunos dessa faixa etária aqui no Rio de Janeiro.

É comum que para atender algumas limitação articular ou de mobilidade inicial, eu adapte as primeiras aulas a ponto delas acontecerem predominantemente numa cadeira ao invés de sentada no chão no tapete de yoga. Por isso, destaco a importância das aulas direcionadas.

AS VANTAGENS DO YOGA PARA OS IDOSOS

AUXILIA NO TRATAMENTO DA OSTEOPENIA, OSTEOPOROSE E REDUZ O RISCO DE QUEDAS

Esse é um dos cuidados centrais que devemos nutrir em relação a terceira idade. Diz respeito à perda da densidade óssea que deixam os ossos mais fracos aumentando os riscos de fraturas.

Diferentemente da maioria das atividades físicas que trabalham com algum nível de impacto ou repetições, a prática de yoga se caracteriza predominantemente por estímulos suaves, contínuos e isométricos com permanência em determinadas posições.

Juntamente com o fortalecimento estimula-se o equilíbrio e a consciência corporal que minimizam bastante o perigoso risco de quedas.

MELHORA A FLEXIBILIDADE MUSCULAR E DAS ARTÉRIAS CORONÁRIAS

Uma pesquisa de 2009 liderada por Kenta Yamamoto, da Universidade do Norte do Texas, nos Estados Unidos, concluiu que um corpo menos flexível em pessoas com mais de 40 anos indica também uma maior rigidez das artérias.

O yoga reconhecidamente é eficiente no desenvolvimento gradual de flexibilidade através de movimentos e posições que tanto se adequam às condições iniciais do praticante como são realizados de acordo com fundamentos e princípios que tornam esse percurso seguro.

CONTÉM A PERDA DA MEMÓRIA, O ALZHEIMER E O DECLÍNIO MENTAL

O poder do yoga no sentido de prevenir ou conter tanto a perda de memória, o alzheimer como o declínio mental é multifacetado e está cada vez mais sendo atestado do ponto de vista científico.

No geral esses problemas cognitivos estão associados a processos inflamatórios que são desencadeados por uma série de fatores entre os quais o estresse crônico. O yoga proporciona tanto uma resposta fisiológica direta no sentido de amenizar seus efeitos como nos capacita a lidar com as situações adversas de modo a ficarmos blindados do estresse crônico.

Paula R. Pullen, PhD da Faculdade de Medicina Marehouse, estuda os efeitos do yoga sobre a inflamação diz que “O yoga equilibra o organismo, o sistema hormonal e a resposta ao estresse. As pessoas tendem a pensar que o yoga está apenas relacionado com a flexibilidade, quando na verdade, no sentido fisiológico se trata mais sobre reequilibrar e curar o corpo”.

PROMOVE A SAÚDE DAS ARTICULAÇÕES E DOS OLHOS

O repertório de práticas do yoga inclui uma série tradicional de exercícios voltados para todas as articulações do corpo dos dedos dos às vértebras da cervical chamado de pavanamuktasana e outra voltada para os olhos conhecido por trataka.

A articular tem por objetivo desenvolver a consciência e a coordenação motora ao mesmo tempo em que se estimula a produção do líquido sinovial que lubrifica e nutre as articulações e estimular o tônus dos músculos que além de acionar seus movimentos cumprem um papel de proteção natural das articulações.

O trabalho para os olhos além do estímulo muscular por meio do nervo oculomotor desenvolve a capacidade de concentração através do direcionamento e estabilização da atenção em um único ponto.

ALIVIA A DEPRESSÃO E ANSIEDADE

Por ser uma atividade que se traduz numa vivência que explora a relação entre o corpo físico, a mente e as emoções promovendo uma harmonia entre essas camadas do ser, o praticante tende a desenvolver um centro de compreensão e acolhimento em relação às emoções relacionadas ao passado e ao futuro.

Os efeitos fisiológicos relacionados ao estresse crônico acima mencionados também fundamentam possíveis melhoras nesse quesito. As técnicas respiratórias  cumprem um papel importante nesse sentido a ponto de uma pesquisa recente verificar que As técnicas respiratórias do yoga tem efeitos similares a medicamentos psiquiátricos.

MELHORA A CIRCULAÇÃO SANGUÍNEA

As posturas do yoga tem um forte viés circulatório, o que comprova isso é essa tradição ter concebido e dar tamanha importância as posturas de inversão onde os pés passam a ficar acima do coração e a cabeça abaixo com o objetivo de favorecer o retorno sanguíneo dos membros inferiores e um maior aporte de sangue oxigenado no cérebro.

Mas não se restringe a essas posições específicas, todas envolvem um estímulo circulatório inclusive as da já mencionada série articulatória que também beneficia a circulação sanguínea e linfática.

NUNCA É TARDE DEMAIS, MAS ESTÁ NA HORA

A expressão nunca é tarde demais para iniciar algo novo costuma ser verdadeira, no caso do yoga, como pode perceber, faz todo o sentido. O primeiro passo talvez exija um grande esforço, vencer a inércia pode não ser fácil, mas depois, se apresentada e conduzida de forma devida a prática se torna um dos momentos mais aguardados do dia.

Continue Reading

Kaigo

Japão estimulará contratação de pessoas com até 70 anos

O Japão passa por uma crise de mão de obra, falta de nascimento de crianças e envelhecimento da população. Com isso, medidas estão sendo elaboradas para tentar contornar os problemas.

Idosos no mercado de trabalho do Japão

Os novos planos do governo japonês segundo o Japan Today é incentivar as empresas a contratarem idosos com até 70 anos de idade.

Além disso, será preciso oferecer suporte para aposentados encontrarem novos empregos, lançarem suas próprias empresas ou trabalharem como freelancer.

O primeiro ministro Shinzo Abe afirmou ser preciso oferecer opções e condições favoráveis para usar a expertise de trabalhadores mais experientes.

Atualmente, as empresas japonesas aposentam seus funcionários quando completam 60 anos, mas os empregados são legalmente autorizados a trabalharem até os 65 anos e a companhia é obrigada a recontratar depois da aposentadoria.

Além disso, essa aposentadoria obrigatória já foi alvo de reclamações. Muitas empresas acabam recontratando os idosos como funcionários meio período e seus ganhos caem de 50 a 70%.

No Japão, uma a cada três pessoas terá 65 anos ou mais até 2025, segundo dados oficiais do governo. Portanto, além de deixar o mercado de trabalho aberto para os idosos, outras medidas estão sendo elaboradas.

Até 2030, o déficit de mão de obra japonesa será de 6.44 milhões de trabalhadores. Por isso, o país também abriu novas oportunidades para trabalhadores estrangeiros qualificados e programas que facilitem a entrada de mulheres.

Continue Reading

Kaigo

A aposentadoria no Japão

Oficialmente, os japoneses se aposentam aos 65 anos de idade. Quem trabalha no Japão, sendo japonês ou estrangeiro, é cadastrado no sistema previdenciário nacional e passa a recolher um valor para o fundo de aposentadoria. Ele é composto de uma pensão nacional (Kokumin Nenkin), que paga um valor anual e igual para todos, e a pensão de bem-estar (Shakai Hoken), que varia de acordo com a renda do indivíduo.

O Kokumin Nenkin é recolhido pela empresa contratante ou indivíduo autônomo, no valor aproximado de 150 dólares por mês. Aos 65 anos, se a pessoa contribuiu durante 40 anos, passará a receber, uma vez por ano, cerca de 7.500 dólares. O valor será menor se o tempo de contribuição for menor. Para o Shakai Hoken, o valor da contribuição mensal é de cerca de 18% da remuneração atual, sendo metade paga pelo empregador e a outra metade pelo indivíduo. Quando o trabalhador completa 65 anos de idade, passa a receber, além do Kokumin Nenkin, esse benefício como complemento da aposentadoria. Essas pensões são pagas também em caso de invalidez ou falecimento do segurado.

Para quem está aposentado hoje no Japão, que trabalhou a vida toda numa grande empresa, o valor das pensões deve ser suficiente para se viver bem. Mesmo levando-se em conta o aumento do imposto sobre mercadorias (que era de 5%, subiu para 8% e deverá chegar em breve para 10%), que elevou o custo de vida, mas não aumentou a renda dos aposentados, a renda dessa pessoa é considerada muito boa. Esses aposentados vivem bem, e constituem uma boa parcela dos turistas do país, aqueles que vão a estâncias climáticas e visitam cidades históricas. Eles representam mais de 43% de todos os turistas japoneses.

Os japoneses calculam que, após o fim da bolha econômica, nos anos 1990, os empregos vitalícios ficaram cada vez mais raros, e só uma parcela da população conseguiu recolher valores elevados para o fundo de aposentadoria, ou fez investimentos que hoje proporcionam renda.
Ou seja, muitos dos que esperam conseguir aposentadoria nos próximos anos deverão se contentar com uma renda baixa se comparada com a geração dos seus pais.

Mais de 90% das pessoas concluem o curso colegial e mais de 40% concluem o curso superior entre os japoneses. Mesmo esses mais estudados não podem ter certeza se estarão empregados num futuro próximo. Isso faz com que muitos jovens não mais procurem um emprego fixo. Preferem fazer trabalhos temporários, num restaurante, por exemplo, recebendo por hora e sem terem um compromisso com a empresa. Largam o trabalho para viajar, e quando voltam procuram outro serviço. Assim consegue-se viver hoje, mas como não contribuem para o sistema previdenciário, não terão nenhuma assistência e nem uma aposentadoria.

Outro grande problema é a diminuição da população jovem. Com os custos elevados da educação, muitos casais preferem não ter filhos ou se contentam em ter apenas um. Isso faz com que a pirâmide social fique invertida, inviabilizando a própria previdência, se medidas radicais não forem tomadas. Em 2012,  população com mais de 65 anos era de 30,3 milhões de pessoas, ou seja, 24,2% do total da população. Já a população de 0 a 29 anos de idade representava 34,7 milhões de pessoas, ou 27,5% do total. Se mantido o atual ritmo, o Japão terá em 2050, 50% da população ativa e 50% inativa.

Para melhorar essa difícil conta, o governo japonês vem tomando, desde 2000, uma série de medidas que achataram o valor dos novos benefícios e aumentaram o valor dos recolhimentos. Outra grande mudança foi na idade para se aposentar, que foi elevada de 60 para 65 anos.

A existência de tantos idosos requer estruturas próprias e serviços de apoio no caso deles viverem separados dos filhos ou netos. Na tentativa de tratar a necessidade de assistência dessas pessoas, em 1997 a Assembleia Legislativa do Japão (Dieta) aprovou a Lei sobre Seguro Assistencial de Longo Prazo, que levou à criação do sistema de seguro assistência ao idoso em 2000. Esse sistema recolhe contribuições previdenciárias obrigatórias de uma ampla parcela da população (todas as pessoas com 40 anos ou mais) e fornece serviços como atendimento em domicílio a idosos, visitas a centros de assistência, ou permanências de longo prazo em casas de repouso para pessoas que sofrem de demência senil ou estão confinadas à cama por motivos de saúde.

A necessidade de se recorrer a esses serviços deve ser certificada pelos escritórios das cidades, municípios e povoados responsáveis por administrar o sistema de seguro assistência para idosos. O financiamento do sistema de seguro de assistência ao idoso do Japão conta com fundos dos governos nacional (25%), local (12,5%), distrital (12,5%), e das contribuições previdenciárias (50%).

Continue Reading

Copyright © 2019 Japão Digital