Connect with us

Business

Line Pay inicia serviço de depósito bancário por celular no Japão

A Line Corp, lançou um novo serviço que permite aos usuários transferir dinheiro para contas bancárias por meio de sua plataforma de pagamento por smartphone Line Pay.
Outras provedoras de serviços de pagamento móvel no país permitem transferências entre indivíduos usando a mesma plataforma, mas no caso da Line os usuários do Line Pay podem fazer depósitos em contas bancárias de não usuários do serviço, incluindo pessoas físicas e jurídicas.
O limite diário de transferência foi fixado em ¥100 mil, com uma taxa de ¥176 por depósito. Pode ser executado simplesmente inserindo o nome e um número de telefone do correntista, sem a necessidade de digitar o número da conta bancária para a qual o dinheiro será transferido.
A nova função pode ser usada para uma ampla variedade de serviços, incluindo pagamento mensal de aluguel ou outras despesas fixas.

Continue Reading
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Business

Desemprego se mantém baixo no Japão, mas oculta desigualdades

O desemprego não explodiu no Japão com a pandemia de coronavírus, como ocorreu em outros países, mas essa resistência aparente se deve mais a um problema crônico de falta de mão de obra e oculta profundas desigualdades entre os trabalhadores.

A taxa de desemprego no Japão foi de 2,9% em maio, após atingir 2,6% em abril, segundo dados oficiais divulgados nesta terça-feira (30). Houve uma perda significativa de empregos nos setores mais afetados pelas regras de distanciamento físico: hotelaria e restaurantes, lazer e entretenimento e comércio.

No entanto, os economistas não esperam que o desemprego dispare rapidamente nos próximos meses e antecipam uma taxa de cerca de 4% no final de 2020. As razões são principalmente demográficas: o arquipélago sofre com a escassez de mão de obra devido ao forte envelhecimento de sua população, já que 28% da população japonesa tem 65 anos ou mais.

A diferença entre oferta e demanda diminuiu acentuadamente em maio em relação a abril, mas permanece positiva, à taxa de 120 ofertas de emprego para cada 100 candidatos. As empresas japonesas tendem a não despedir, porque, se o fizerem, poderão ter problemas para recrutar após o término da crise, estima Munehisa Tamura, economista do instituto de pesquisa Daiwa.

Desemprego técnico

Segundo a legislação, “as empresas não podem despedir facilmente em caso de deterioração temporária de suas condições de mercado”, o que significa que o desemprego não dispara, “mesmo durante um choque econômico”, acrescentou Tamura, consultado pela AFP.

Outro fator que impede o aumento do desemprego é que a força de trabalho diminuiu desde abril, mês em que 1 milhão de pessoas deixaram o mercado de trabalho, principalmente mulheres que precisam cuidar da família.

O governo lançou planos gigantescos para apoiar a economia, que incluem subsídios às empresas para preservar seus empregos e pagar salários.

Mas a forte dualidade do mercado de trabalho japonês, entre seus empregos permanentes bem protegidos e seus quase 40% dos empregos “irregulares” (contratos temporários, de meio período, interinos…) com estatutos muitas vezes precários, é exacerbada com a crise.

Cerca de 4,2 milhões de assalariados, ou cerca de 6% da população ativa, estavam em desemprego técnico em maio. Um em cada dois era um empregado “irregular”.

Essas pessoas permanecem ligadas ao empregador e, portanto, não aparecem nos números do desemprego, mas algumas recebem menos do que o mínimo legal de 60% de seu salário, ou mesmo nada.

“Eles me pediram para ficar em casa, usando minhas férias pagas”, diz à AFP um funcionário de um grupo de restaurantes de Tóquio, que não quis revelar sua identidade. Ele está em desemprego técnico desde o final de março. Mas seus dias de férias rapidamente se esgotaram: desde abril “não me pagam nada”, lamenta.

Fonte: Fiems

Continue Reading

Business

Crise sem precedentes no Japão e previsão de alto índice de desemprego

No sábado (30) o Ministério dos Assuntos Internos e Comunicações divulgou o número de trabalhadores afastados temporariamente pelas empresas, ou em licença. 

Somaram 5,97 milhões de pessoas, ou 9% do total de 68 milhões, recorde na história do país. Segundo os jornais, esses trabalhadores estão sofrendo com a queda brusca na renda ou sem rendimento.

Essa situação foi desencadeada pela pandemia do novo coronavírus. Também houve uma queda de trabalhadores não regulares, de 970 mil, em comparação ao mês anterior. Assim, o potencial desemprego está aumentando, pois há grande possibilidade de parte dos trabalhadores em licença se tornarem desempregados.

Continue Reading

Automóveis

Toyota prevê queda de 80% nos lucros após impacto do coronavírus

A Toyota disse que espera que o lucro caia 80% para o menor nível em nove anos, enquanto a maior montadora do Japão enfrenta o impacto do coronavírus, que minou a demanda global por veículos.
Os danos esperados nos resultados da Toyota destacam como as montadoras terão dificuldade em se recuperar do vírus nos próximos meses, à medida que gradualmente reiniciam as fábricas depois que restrições ao movimento público impediram os trabalhadores de muitos países de se deslocarem.
A Toyota, uma das montadoras mais rentáveis do mundo, espera ser impactada em 1,5 trilhão de ienes (13,95 bilhões de dólares) pela queda nas vendas globais de veículos este ano devido em grande parte ao vírus, mas ainda espera obter um lucro operacional de 500 bilhões de ienes no ano fiscal até março.
“O coronavírus nos causou um choque maior do que a crise financeira global de 2008”, disse o presidente da Toyota, Akio Toyoda, em entrevista coletiva transmitida ao vivo.
“Prevemos uma grande queda nos volumes de vendas, mas, apesar disso, esperamos permanecer no patamar positivo. Esperamos nos tornar um líder da recuperação econômica do país.”
A Toyota vê seu lucro operacional em queda livre de 2,44 trilhões de ienes no ano fiscal encerrado em março, para seu lucro mais fraco desde o exercício financeiro de 2011/12.
A montadora previu vendas globais de 8,9 milhões de veículos – uma mínima de nove anos – contra 10,46 milhões no ano que acabou de terminar. A empresa espera que as vendas se recuperem para os níveis de 2019 no próximo ano.
Como resultado, alguns analistas veem um corte nas vendas anuais globais de veículos em cerca de um terço em comparação com uma queda de 11% em 2009/10 após a crise financeira global.
No ano fiscal encerrado em março, a Toyota disse que teve um impacto de 160 bilhões de ienes no lucro devido ao vírus, com um corte em vendas anuais de 127 mil veículos, após uma alta recorde de 10,6 milhões no ano passado.
O impacto foi mais forte na América do Norte, onde as vendas caíram 8% durante o trimestre de março, resultando em um prejuízo operacional naquela região.
Apesar da queda nos lucros e do corte acentuado nas margens, a Toyota disse que desembolsará mais de 1 trilhão de ienes em investimentos (capex) e outro trilhão em pesquisa e desenvolvimento, mantendo os gastos praticamente inalterados em relação ao ano passado.
“Não podemos parar de investir no futuro”, disse o vice-presidente de operações, Koji Kobayashi.

Continue Reading

Copyright © 2019 Japão Digital