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Olimpíada é adiada pela primeira vez na história e desafio é saber como ficará o esporte em 2021

A maior competição esportiva de 2020 adiou as medalhas de ouro pela saúde: a Olimpíada de Tóquio será oficialmente em 2021. Em meio à resistência para mudar a data de um evento que custou bilhões, venceu o bom-senso.

Sem conseguir treinar, atletas se juntaram e divulgaram apelos pelo adiamento – para entender, leia o depoimento do vice-campeão mundial de natação, Bruno Fratus. A eles seguiram federações esportivas e comitês olímpicos.

O Comitê Olímpico Internacional seguiu relutante, reafirmando o compromisso com a data de 24 de julho a 9 de agosto. A postura só começou a mudar após a manifestação da federação de natação dos Estados Unidos, uma das principais do mundo, pedindo a mudança.

Depois, a lista cresceu: comitês olímpicos importantes, como os dos EUA, da Austrália e do Brasil, pediram a mudança. A situação ficou insustentável quando começaram as ameaças de boicote: o Canadá avisou que não iria ao Japão em 2020. Aí não teve jeito e governo do Japão e COI cederam.

O combate ao coronavírus muda o calendário olímpico de forma vista apenas três vezes na história. Em 1916, 1940 e 1944, a Olimpíada foi cancelada por causa das duas Grandes Guerras Mundiais. Era um cenário de devastação, no qual países lutavam uns contra os outros.

Agora, o combate é a um vírus que já matou milhares pelo mundo — e deve matar muito mais até o ano que vem. As estruturas esportivas que antes serviam para treinamento viraram hospitais de campanha, como o brasileiro Pacaembu, ou até necrotérios, como o Palacio de Hielo, em Madri, na Espanha. E as forças armadas agora mobilizam esforços para salvar vidas.

Os atletas, que já tinham saído da cena das competições ao redor do mundo e espremiam a criatividade para treinar o máximo possível dentro de casa em meio à pandemia, ganham a tranquilidade de poder cuidar da saúde, da família e da mente até que o Covid-19 seja controlado e uma nova data para os Jogos Olímpicos seja marcada — hoje, o comitê organizador dos Jogos fala apenas em realizar os jogos “até o verão de 2021” (no hemisfério norte, o verão começa em junho).

Com o adiamento, ainda há perguntas a serem respondidas sobre o calendário e quais atletas estarão aptos a disputar o evento no ano que vem. Ainda não existe, por exemplo, uma data oficial da cerimônia de abertura ou critérios de qualificação.

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Médicos do Japão saúdam Jogos sem espectadores, mas ainda veem risco

Especialistas médicos do Japão saudaram a decisão de realizar a Olimpíada de Tóquio sem espectadores devido às restrições para conter novo coronavírus, mas alertaram que a proibição não eliminará por completo o risco de um repique de casos de covid-19.

A proibição de público foi formalizada nesta quinta-feira enquanto o país luta para conter uma onda nova de infecções com um estado de emergência em Tóquio que terminará após o evento de 23 de julho a 8 de agosto.

“Eu, é claro, apoio ‘sem espectadores’, mas as preocupações não desaparecerão se tivermos um grande evento como os Jogos, assim como férias e a temporada de verão”, disse Yuki Furuse, professor da Universidade de Kyoto que trabalha com o grupo de especialistas em coronavírus do governo.

A presença de público nos Jogos foi cancelada, e restaurantes serão instruídos a não servir álcool durante o estado de emergência.

Ainda assim, equipes médicas alertam que os riscos decorrentes do comportamento das pessoas nos arredores de eventos olímpicos, como beber e jantar juntas, são mais difíceis de controlar do que aqueles dentro dos locais de competição.

“Não é difícil imaginar que muitas pessoas estarão cheias de ânimo depois dos Jogos e desejarão tomar uma bebida com outras”, disse Fumie Sakamoto, gerente de controle de infecções do Hospital Internacional St Luke’s de Tóquio. “Haverá muitas oportunidades de transmissão do vírus fora dos locais de competição”.

Fonte: Agência Brasil

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Seleção de ginástica rítmica é convocada para Olimpíada de Tóquio

A Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) oficializou nesta quinta-feira (8) a convocação das integrantes do conjuntode ginástica rítmica que representará o Brasil na Olimpíada de Tóquio. Beatriz Linhares, Deborah Medrado, Geovanna Santos, Maria Eduarda Arakaki e Nicole Pírcio foram as escolhidas pela treinadora Camila Ferezin.

Vários critérios foram levados em consideração para que chegássemos a esses cinco nomes. Tínhamos mais atletas com condições, e isso é muito positivo. Para fechar o grupo levamos em conta quem fazia melhor as duas séries, já que não será mais suficiente ter bom desempenho em uma coreografia apenas. Fizemos vários testes, mudamos posições, ajustamos e essa composição foi a que melhor se adaptou ao que precisávamos”, disse a técnica à CBG.

Antes da viagem a Tóquio, o Brasil ainda deve participar do Grand Prix Israel, nos dias 16 e 17. “Nossa ida depende de trâmites burocráticos relacionados à pandemia [de covid-19]. Fomos convidados, mas o país está fechado para brasileiros. Estamos em contato com a embaixada para conseguir a autorização”, afirmou Camila Ferezin.

Até a entrada no Japão, a equipe estará acompanhada por duas reservas, Barbara Galvão e Gabrielle Moraes. “Como tudo pode acontecer daqui para lá, preferimos manter as reservas agregadas ao grupo principal”, declarou.

O conjunto brasileiro conseguiu a classificação olímpica durante o Campeonato Pan-Americano, em junho, no Rio de Janeiro. Segundo a treinadora, o grande objetivo da delegação é alcançar a final olímpica pela terceira vez, após estar entre os oito melhores nos Jogos de Sydney (2000) e de Atenas (2004).

“A busca da final continua sendo nossa meta. Estamos trabalhando duro e aumentamos bastante nosso nível de dificuldade após a conquista da vaga. Temos conjuntos ágeis, apresentando coreografias com alto valor de dificuldade e sem esquecer, em momento algum, a parte artística. Vamos em frente para conseguir estar na final”, concluiu.

Fonte: Agência Brasil

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Atletismo: João Henrique Falcão garante vaga no 4x400m misto em Tóquio

A Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) confirmou nesta sexta-feira (9) a presença do velocista piauiense João Henrique Falcão na Olimpíada de Tóquio Japão). Ele herdou a vaga no revezamento 4 x 400m misto do atleta Lucas Carvalho que escolheu disputar apenas os 400m. Os demais classificados para o revezamento 4 x 400m misto são Geisa Coutinho, Tabata Vitorino, Tiffani Marinho, Anderson Henriques e Pedro Burmann. 

Com a confirmação de João Henrique, de 22 anos, a delegação de atletismo conta agora com 54 atletas – sendo 20 mulheres e 34 homens -, o maior número de competidores entre as 311 vagas garantidas pelo país em Tóquio 2020. 

A prova revezamento 4 x 400m misto será disputada pela primeira vez em Olimpíadas. No início de junho, João Henrique faturou a medalha de ouro no revezamento masculino 4 x 400m no Campeonato Sul-Americano, em Guaiaquil (Equador), junto com Bruno Lins, Lucas Carvalho e Pedro Burmann. 

As disputas do atletismo ocorrem entre 29 de julho e 8 de agosto no estádio Olímpico de Tóquio e no Sapporo Odori Park, na cidade de Sapporo, a 800 quilômetros da capital japonesa.

Fonte: Agência Brasil

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