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Educação

Japão dificilmente introduzirá início do ano letivo em setembro

Tóquio – Apesar dos pedidos de reforma, é improvável que o Japão mude o início do ano acadêmico de abril para setembro, informou a mídia japonesa. Segundo os defensores, isso ajudaria a internacionalizar o sistema educacional do país.

As escolas fecharam no Japão em março por causa do surto de coronavírus, alimentando a preocupação do ano acadêmico mais curto e reacendendo o debate sobre o início em setembro, como ocorre em muitos países ocidentais.

Políticos, como a governadora de Tóquio, Yuriko Koike, apoiaram as reformas e o Partido Liberal Democrático (LDP) criou um painel para analisar as opções.

O primeiro-ministro Shinzo Abe suspendeu na segunda-feira um estado de emergência em Tóquio e em outras quatro províncias, as últimas regiões do país que estavam sujeitas às restrições. Com isso, muitas escolas já estão gradualmente voltando às aulas.

O jornal Asahi citou Masahiko Shibayama, ex-ministro da Educação que liderava o grupo de trabalho do LDP. “A maioria dos legisladores sentiu que desta vez, a introdução de um sistema para atrasar o início do ano letivo para setembro não era uma boa ideia”, disse ele à publicação.

A emissora pública NHK também disse que a opinião estava se espalhando no ministério da educação de que a introdução precoce de um novo ano escolar seria difícil.

Os advogados disseram que o início de setembro tornaria mais fácil para os estudantes japoneses estudarem no exterior. Os críticos citaram numerosos obstáculos e disseram que o foco deveria estar em ajudar os alunos a acompanhar o aprendizado on-line e outras etapas.

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Educação

Escolas reabrem após curtas férias de verão em meio à pandemia

Muitas escolas no Japão reabriram nesta segunda-feira (17) após férias de verão encurtadas para permitir aos estudantes acompanharem aulas que foram perdidas devido a fechamentos causados pela pandemia de coronavírus.

As férias mais curtas decididas por autoridades locais foram de somente 9 dias. Normalmente, estudantes de escolas japonesas tiram mais de 1 mês de férias de verão.

Está sendo exigido que as escolas tomem medidas para reduzir o risco de exaustão do calor, assim como prevenir infecções pelo coronavíurs. As temperaturas subiram rapidamente nos últimos dias, com os termômetros passando de 35 graus em muitos lugares.

Na cidade de Nagoia (Aichi), estudantes da Escola Primária Shimizu sentaram em cadeiras com certa distância e participaram de assembleias escolares em suas salas para evitar aglomeração, com o diretor falando com eles através do sistema de anúncio público da instituição de ensino.

Em salas de aula, janelas foram deixadas abertas para ventilar enquanto o ar-condicionado também estava sendo usado. Uma professora disse aos alunos que para evitar a exaustão do calor, eles poderiam tirar suas máscaras desde que mantivessem o distanciamento social.

Fonte: Mainichi

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Cidades

Alunos de escolas em Kitakyushu testam positivo para coronavírus

A cidade de Kitakyushu, em Fukuoka, confirmou 12 novos casos no domingo (31), incluindo 4 em uma escola primária.

Oficiais da cidade confirmaram 12 novos casos no domingo (31), incluindo quatro na escola primária Moritsune no distrito Kokura-Minami da cidade. Descobriu-se em 28 de maio que um colega dos 4 estava infectado com o coronavírus.

Três outras escolas do primário e ginásio na cidade também foram temporariamente fechadas após alguns estudantes terem testado positivo para o vírus.

O conselho educacional da cidade pediu no domingo às escolas do ginásio e do colegial que verificassem minuciosamente as temperaturas corporais e condições de saúde dos alunos.

Um oficial da cidade disse que como qualquer um pode ser infectado, crianças que contraíram o vírus devem ser protegidas de possível bullying.

O número de casos de coronavírus em Kitakyushu subiu para 97 nos últimos 9 dias. Desses, as rotas de infecção não puderam ser identificadas em 34 casos.

O governador da província de Fukuoka, Hiroshi Ogawa, pediu ao ministro da saúde no sábado (30) que enviasse kits de testes de antígenos em uma base prioritária. Eles serão fornecidos a hospitais locais em Kitakyushu.

Fonte: NHK

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Educação

Escolas Brasileiras No Japão

A maioria das instituições brasileiras de ensino que funcionam no Japão são homologadas e reconhecidas pelo Governo Brasileiro, podendo assim, os alunos, seguirem os estudos ao voltarem para o Brasil,e  os aprovados no Ensino Médio poderão prestar vestibular para ingresso em universidades brasileiras.

No início do movimento dekaseki, muitos brasileiros vieram para o Japão para ficar pouco tempo e retornar para o Brasil, porém com o passar dos anos a realidade da comunidade mudou e passou de dekaseki para imigrante, ou seja muitos não mais retornarão ao Brasil. Porém muitos brasileirinhos que sempre estudaram em escolas brasileiras e agora já se encontram no Ensino Médio, ficam sem uma expectativa de vida, achando que só lhes resta as linhas de produção das empresas japonesas.

A pedido dos representantes da comunidade, o Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia japonês reconheceu que o ensino desses colégios “equivale ao ensino ministrado pelas escolas estrangeiras, correspondente ao ensino colegial no Japão”. Na prática, essa decisão do governo japonês significa o reconhecimento legal das referidas instituições como integrantes do sistema educacional japonês, na qualidade de escolas estrangeiras. Isso significa, também, que os estudantes formados nessas instituições podem prestar exames para entrada nas universidades japonesas.

Uma das vantagens de uma instituição brasileira ser reconhecida no Japão, é que os alunos do EM passam a ter direito ao “sistema de subsídio de admissão escolar para ensino médio e similares”, mas somente as escolas registradas como vocacionais (kakushu gakkoo) podem receber a verba. O governo passou a dar ajuda financeira aos alunos do ensino médio, como forma de incentivo para que eles prossigam os estudos nas universidades do Japão. Porém não são todas as escola brasileiras que são reconhecidas pelo Governo Japonês, o que impossibilita os pais dos alunos a receberem tal benefício.

Algumas escolas brasileiras ensinam a língua japonesa em nível avançado, preparam o aluno que esse possa ingressar em uma universidade japonesa, fazendo intercâmbios com universidades japonesas, levando para conhecer escolas técnicas, ao mesmo tempo que mostra a cultura brasileira aos japoneses, como é o caso da Escola Mundo de Alegria de Hamamatsu.

Mas infelizmente as aulas de japonês básico, ministradas na maioria das escolas brasileiras no Japão, não são suficientes para que o aluno ingresse em uma universidade japonesa, inclusive especialistas criticam, dizendo que o Governo deveria avaliar o nível de ensino, e não simplesmente o fato da instituição ser reconhecida ou não.

Enquanto os Governos não tomam uma providência, é necessário que o aluno estude por conta própria para o teste de proficiência de língua japonesa (JLPT), teste de proficiência de língua inglesa (TOEIC), faça o exame de conhecimento referente ao Ensino Médio no Japão. Inclusive dependendo da área escolhida, saber falar outro idioma, como o português e um pouco do espanhol, além do japonês e ou inglês, já é um ponto positivo.

Muitos jovens desconhecem a possibilidade de continuar os estudos no Japão, e por sempre terem estudado em uma instituição brasileira e não enxergarem um futuro além das fábricas japonesas, acabam desmotivados nos últimos anos do colégio. Mas indiferente de nunca ter estudado em um colégio japonês, é possível sim, ingressar em uma universidade japonesa ou mesmo no exterior, mas força de vontade, esforço e apoio (principalmente financeiro) dos pais é muito importante para que isso se realize.

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