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Cidades

Em tempos de confinamento, trabalho mental vira prioridade para o campeão mundial Arthur Nory

Assim como milhares de outros atletas profissionais ao redor do mundo, Arthur Nory está neste momento fazendo o que é possível para manter a forma física em tempos de coronavírus – mesmo confinado em sua residência, o ginasta conserva a rotina diária de exercícios. Para ele, no entanto, preservar o condicionamento atlético não é a única preocupação atual. O campeão do mundo na barra fixa em 2019 está convencido de que tão importante quanto isso é manter a cabeça saudável.

É fácil compreender a inquietação do paulista de 26 anos. O título mundial conquistado em Stuttgart, na Alemanha, colocou-o na condição de uma das principais esperanças de medalha de ouro para o Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Nory contava as semanas para a chegada de julho, quando iria ao Japão para brigar por seu primeiro título olímpico (ele ganhou o bronze no solo na Rio-2016), mas o “furacão coronavírus” chegou e mudou tudo. A Olimpíada foi adiada para 2021 e agora o ginasta terá de passar mais de um ano controlando a ansiedade.

Não por acaso, ele tem dividido seu tempo entre os treinos físicos e o trabalho psicológico. “Já estou adaptando treinos, trabalhando muito a mentalização, a respiração, tudo para controlar essa ansiedade, trabalhando a paciência… Eu estou encontrando algumas formas alternativas de manter a cabeça bem.”

O adiamento dos Jogos de Tóquio para o ano que vem, como se vê, gerou um desafio a mais para Arthur Nory, mas isso não sigifica que ele ficou chateado com a decisão tomada em conjunto pelo COI (Comitê Olímpico Internacional) e pelas autoridades japonesas. O ginasta considera que seria praticamente impossível chegar ao evento em boas condições físicas e técnicas se a data original fosse mantida, por isso viu a mudança com bons olhos.

Sem nenhuma perspectiva de competição no horizonte – o adiamento dos Jogos certamente provocará uma profunda reforma no calendário deste ano, mas nada foi decidido sobre isso ainda -, Nory sabe que é impossível fazer treinos técnicos estando “preso” em casa, mas ele garante que esse problema será facilmente resolvido quando for permitido voltar às atividades normais. Recuperar a forma física, segundo ele, é bem mais complicado, por isso o ginasta se esforça para perder o menos possível nesse terreno.

Todos os dias, ele treina “junto” com seus companheiros de equipe. As aspas aqui se justificam porque, na verdade, cada atleta está em sua casa, mas ficam todos conectados por meio de um aplicativo de celular – assim como os treinadores. É uma maneira de melhorar o rendimento nos treinos e, ao mesmo tempo, diminuir um pouco a sensação de isolamento.

“A gente faz um treino coletivo virtualmente. Então os treinadores e todos os atletas estamos nos vendo via celular e mantendo esse condicionamento”, explicou o ginasta. “A cada dia é um treino diferente. Todo dia pela manhã a gente está se mantendo na ativa para não perder o condicionamento porque é algo que se pode perder muito facilmente.”

Assim como boa parte da população mundial, Arthur Nory está muito preocupado com a pandemia do coronavírus, até por saber que vários atletas, de diversas modalidades, contraíram a covid-19. O ginasta, porém, está seguro de que a disciplina que o esporte de alto nível exige é uma grande vantagem para ele neste momento dramático, pois os grandes competidores estão acostumados a levar uma vida regrada e, portanto, têm mais facilidade para seguir à risca as orientações das autoridades de saúde.

Além de se manter bem longe do vírus que apavora o planeta, Nory tem também a preocupação de ficar distante das lesões. No passado, ele teve problemas sérios de ombro e joelho, por isso em suas atividades está incluído um trabalho de proteção para evitar que uma nova lesão desfaça o sonho de conquistar o ouro na capital do Japão.

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Coordenador de Tóquio 2020 diz que realização das Olimpíadas não depende de vacina

 Um grupo de médicos no Japão afirmou que só via a possibilidade de Olimpíadas em 2021 diante da descoberta de uma vacina contra o Coronavírus. No entanto, o chefe da coordenação dos Jogos de Tóquio deu uma resposta nesta quarta de modo contrário. O australiano John Coates afirmou que o Comitê Olímpico segue todas as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e de autoridades de saúde do Japão e, por ora, o trabalho segue na mesma direção.

Por conta da pandemia pelo novo coronavírus, as Olimpíadas de Tóquio sofreram um adiamento e serão disputadas, segundo o novo planejamento, entre os dias 23 de julho e 8 de agosto de 2021. Porém, uma nova alteração de data pelo descontrole da doença não está nos planos da organização e o evento poderia até mesmo ser cancelado se a situação não estiver normalizada até lá, segundo o chefe do Comitê Organizador, Yoshiro Mori.

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Internacional OMS diz que o mundo “luta pela vida”, mas que há esperança

Várias partes do mundo estão começando a sair da pandemia de covid-19 e a retomar cautelosamente a vida normal, mas o novo coronavírus representará risco significativo até que vacinas sejam desenvolvidas, disse nesse domingo (3) o principal especialista em emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mike Ryan.

Diretor executivo do Programa de Emergências da OMS, Ryan afirmou que, embora muitos países ainda estejam no olho do furacão, outros estão começando a mostrar que é possível conter a doença em alguma medida. “Nesse sentido, há esperança”, disse o especialista à Reuters em entrevista online.

“Em nível global, a situação ainda é muito, muito séria, mas o padrão da doença e da trajetória do vírus é muito diferente em várias partes do mundo atualmente”.

“O que estamos aprendendo é que é possível manter essa doença sob controle e é possível começar a retomar uma vida econômica e social normal, com uma nova forma de fazer isso, com cuidado e vigilância extremos”, afirmou Ryan.

Ele lembrou que alguns países na África e na América Central e do Sul ainda estão vendo uma “trajetória ascendente dos casos” e que a disponibilidade dos testes continua sendo um problema.

Mais de 3,44 milhões de pessoas foram infectadas pelo novo coronavírus globalmente e 243.015 morreram, de acordo com a contagem da Reuters nesse domingo (3). Infecções foram notificadas em 210 países e territórios desde que os primeiros casos foram identificados na China em dezembro.

“Estamos no meio da luta pela nossa vida – todos nós, ao redor do mundo,” disse Ryan. “Haverá um risco grande e significativo até chegarmos em um ponto em que tenhamos uma vacina segura e eficaz, disponível para todos.”

Para Mike Ryan, alguns países, incluindo China, Coreia do Sul, Singapura, Nova Zelândia e outros, alcançaram o que ele descreveu como “um estado estável” em relação à disseminação da covid-19.

Enquanto isso, a Europa e a América do Norte estão começando a emergir de “epidemias muito intensas” da doença e agora tentam encontrar uma saída segura de severas restrições às atividades econômicas e sociais impostas nos últimos meses, disse ele.

Após meses de severo bloqueio, as pessoas na Itália e na Espanha começaram a desfrutar de um pouco mais de liberdade no domingo. Israel abriu algumas escolas, enquanto a Coreia do Sul disse que iria relaxar ainda mais as regras de distanciamento social a partir de 6 de maio, permitindo a reabertura gradual de negócios.

Mike Ryan afirmou que isso mostra não que o vírus possa ser derrotado absolutamente, mas que se pode chegar a um ponto em que temos controle suficiente sobre ele para que a vida social e econômica possa recomeçar.

Ele alertou, no entanto, que qualquer governo que busque relaxar as restrições deve fazê-lo com extrema cautela.

Fonte: Agência Brasil

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Papa: vacina contra coronavírus deve ser compartilhada no mundo

O papa Francisco pediu que a comunidade científica internacional coopere para descobrir uma vacina contra o coronavírus e disse que qualquer vacina bem-sucedida deve ser disponibilizada em todo o mundo.

Francisco, que fez seu pronunciamento de domingo na biblioteca papal, em vez da Praça São Pedro, devido ao lockdown na Itália, agradeceu a todos que estão prestando serviços essenciais no mundo inteiro.

Ele incentivou a cooperação internacional para lidar com a crise e combater o vírus, que já infectou quase 3,5 milhões de pessoas e matou mais de 240 mil no mundo. “Na verdade, é importante unir as habilidades científicas, de forma transparente e imparcial, para encontrar vacinas e tratamentos”, disse.

Francisco destacou a importância de“garantir acesso universal a tecnologias essenciais, que permitam que cada pessoa infectada, em cada parte do mundo, receba o tratamento médico necessário”.

Fonte: Agência Brasil

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