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Transporte

Gestão de Transportes, o que é?

A gestão de transportes pode ser definida, resumidamente, como o controle de toda a movimentação física de cargas do ponto de origem até o destino. Em outras palavras, trata do controle dos produtos desde o momento em que os veículos são carregados, até a efetivação da entrega para o cliente.

Dentro dessa área, são acompanhados processos importantes, como:

  • planejamento de rotas;
  • rastreamento de veículos;
  • gestão de documentos;
  • controle de custos;
  • acompanhamento de ocorrências (atrasos, avarias, extravios, entre outros).

Principais desafios do setor de transporte

Apesar da importância do transporte para as relações comerciais — e até mesmo para a economia do país —, o setor ainda enfrenta muitas dificuldades. Vamos conferir algumas a seguir!

Deficiência na disponibilidade de modais

Devido à falta de investimentos e outras limitações nos demais modais de transporte, o envio de mercadorias acontece na maior parte por meio do rodoviário — estima-se que cerca de 60% do volume total seja feito por esse modal. As consequências disso envolvem prazos maiores para entrega, aumento no custo do frete e diminuição da competitividade.

Além disso, cargas especiais (como perecíveis e de alto valor agregado) requerem adaptações para evitar perdas. Isso envolve o uso de caminhões especiais (como os refrigerados) e investimentos extra em gerenciamento de riscos, por exemplo.

Restrição de circulação de veículos nos grandes centros

Além de realizar o planejamento das coletas e entregas, as empresas também precisam se preocupar em conhecer a região onde os clientes estão situados e as particularidades existentes no local. Isso ajuda a evitar imprevistos, como o impedimento de determinados tipos de veículos — principalmente os de grande porte — em horários estabelecidos.

Alto risco de furtos e roubos

Outro grande desafio que a gestão de transportes enfrenta, principalmente no modal rodoviário, é o alto risco de furtos e roubos, ocorrências que têm aumentado cada vez mais — as estatísticas mostram um aumento de 23% no primeiro semestre deste ano só no estado de São Paulo (em comparação com o mesmo período no ano passado).

O problema é ainda maior para os produtos considerados visados, como itens tecnológicos (celulares e tablets, por exemplo), alimentos, autopeças, bebidas e cigarros. Com isso, os custos se tornam ainda maiores, visto que a empresa precisa gastar mais adotando medidas de segurança e com a contratação de seguros adicionais.

Estado de conservação das estradas

Esse também é um dos maiores problemas do transporte rodoviário no Brasil. A falta de investimentos em infraestrutura faz com que apenas 12% das rodovias sejam pavimentadas, sendo que a maior concentração dessa quantidade está nas regiões Sudeste e Nordeste.

As más condições tornam os envios precários, aumentam os riscos de acidentes, elevam o valor do frete (devido ao gasto com combustível ser maior) e comprometem a competitividade das empresas.

Responsabilidade ambiental e sustentabilidade

A adaptação aos novos parâmetros que envolvem responsabilidade ambiental também é um grande desafio para as empresas. O objetivo é gerir uma logística mais sustentável, usando combustíveis limpos e reduzindo a emissão de poluentes, por exemplo.

O problema surge quando, em muitos casos, essas mudanças geram mais custos do que o ideal para o negócio — com a renovação da frota e com a troca do diesel para o S-10, que tem um preço superior.

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Automóveis

Vendas de veículos kei têm queda acentuada no Japão

As vendas de veículos leves (kei jidosha) novos registraram a queda mais acentuada em maio, enquanto o mercado de automóveis do Japão quase foi reduzido à metade devido à epidemia de coronavírus, a qual afetou a demanda e restringiu negócios em concessionárias, mostraram dados da indústria na segunda-feira (1º).

As vendas de veículos leves caíram 52,7% em maio ante 2019, a maior queda ano a ano desde 1968 quando dados comparativos se tornaram disponíveis, enquanto as vendas gerais de veículos no Japão diminuíram 44,9% para 218.285 unidades, marcando o 8º mês consecutivo de declínio.

As vendas de kei novos totalizaram 70.307 unidades no mês, informou a Associação de Veículos Leves do Japão.

Excluindo os veículos leves, as vendas de carros, caminhões e ônibus caíram 40,2% ante o ano anterior para 147.978 unidades, o segundo menor volume para maio desde 1968, disse a Associação de Comerciantes de Automóveis do Japão em um relatório separado.

As vendas de veículos diminuíram ainda mais após o primeiro-ministro Shinzo Abe ter declarado estado de emergência em abril, com pedidos para as pessoas ficarem em casa e para que negócios fechassem temporariamente ou reduzissem os horários de funcionamento.

O estado de emergência foi suspenso integralmente em estágios até o fim de maio, visto que o ritmo de infecções por coronavírus desacelerou, mas a atividade econômica geral ainda precisa retornar ao normal.

As vendas de veículos já estavam fracas desde outubro, quando o imposto sobre consumo (shohizei) subiu de 8 para 10 por cento.

Fonte: Japan Times

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Transporte

Reservas de assentos no Shinkansen caem pela metade, e a JR contabiliza os prejuízos

As reserva de assentos marcados da Tohoku Shinkansen este mês foi reduzida em cerca de metade em relação do mesmo período do ano passado.

De acordo com a JR East, as reservas de assentos reservados este mês foram reduzidas pela metade em linhas de Shinkansen, como Tohoku, Joetsu e Hokuriku, em comparação com o ano passado, devido à disseminação da nova infecção por coronavírus.

No mês passado, os usuários de Shinkansen diminuíram cerca de 10% em relação ao ano passado, e os usuários do Narita Express diminuíram cerca de 30%.

A receita da companhia do mês passado foi de 11 bilhões de ienes a menos em relação ao mesmo período no ano anterior.
Nas horas de pico da manhã na Linha Yamanote, o número de usuários diminuiu em cerca de 10% a 20%, o que parece dever-se ao teletrabalho e trabalhos escalonados.

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Transporte

Afinal, quais são os modalidades e tipos de transporte de cargas?

Depois que uma mercadoria é nacionalizada, é feita a liberação para a realização da entrega no local solicitado pelo cliente. Porém, isso não quer dizer que o processo seja tão simples quanto parece. Dependendo do sinal de parametrização da Receita Federal, alguns entraves podem ocorrer, e é aí que surgem os tipos de transporte de cargas e as modalidades de carregamento.

Cada um deles se caracteriza em um recurso que a empresa utiliza para — além de enviar a carga para o destino — tentar otimizar os custos de uma operação, dependendo do tipo de conferência que a Receita Federal realiza.

Nos tópicos a seguir, explicaremos como se dá o início do processo, desde a emissão da documentação até a escolha da melhor opção. Continue com a leitura para saber mais!

Como se dá o início do processo?

Primeiramente, a mercadoria passa pela Zona Primária, que é composta pelos portos e aeroportos nos quais os produtos importados são desembarcados quando chegam ao Brasil. Lá, a Receita Federal, a companhia aérea ou marítima ou a equipe do porto ou aeroporto realizam a conferência da documentação referente à carga (o packing list ou commercial invoice).

Dependendo da situação, os itens são levados para uma Zona Secundária — os chamados portos secos — para que o desembaraço seja feito com mais agilidade e menos custos para as empresas. Esse processo é feito para diminuir a superlotação das Zonas Primárias e, ao mesmo tempo, tornar o procedimento de liberação mais rápido. 

Em ambas as situações, depois que é feita a conferência, registra-se a Declaração de Importação. Esse documento é que formaliza a nacionalização das mercadorias e permite que elas transitem dentro do país e sejam enviadas para o cliente.

Durante esse processo, as cargas recebem o sinal de parametrização da Receita Federal, que pode ser:

  • verde, quando não é exigida nenhuma conferência, e as mercadorias são automaticamente liberadas;
  • amarelo, quando é feita a conferência apenas da documentação;
  • vermelho, quando é demandada a conferência tanto dos produtos quanto dos documentos;
  • cinza, quando é necessária a conferência das cargas, dos documentos e um controle aduaneiro mais profundo (buscando possíveis fraudes).

Depois que a DI é registrada, as cargas são colocadas em um veículo e, só então, são enviadas ao cliente. É nesse momento que entram os tipos de transporte de carga e as modalidades de transporte. Falaremos mais sobre eles no tópico a seguir.

Quais são os tipos de transporte de carga e modalidades de carregamento existentes?

Os tipos de transporte de carga e as modalidades de carregamento estão diretamente ligadas à parametrização feita pela Receita Federal. Isso quer dizer que, dependendo da situação, a carga pode seguir viagem com o veículo, ou será necessário descarregá-la. Saiba mais sobre as opções nos próximos tópicos.

Transporte sobrerrodas

Nessa situação, a carga não é retirada do veículo para a realização do registro da Declaração de Importação. Ela pode estar tanto em um container quanto solta. Assim, se a parametrização indicar canal verde, tem-se a autorização para seguir viagem até o destino.

Porém, por outro lado, se o canal for de outra cor, é necessário fazer a baixa do container, visto que a conferência dos produtos ou da documentação é exigida.

Baixa de container

Nessa situação, o container é retirado de cima do veículo para que se possa realizar a conferência das cargas. O caminhão é liberado, caso o signatário não queira pagar a mais pela transportadora para garantir a utilização e disponibilidade.

Depois que a Receita Federal faz a liberação, outro veículo (ou o mesmo) é chamado para retirar as mercadorias e seguir viagem até o destinatário. Aqui, vale lembrar: os itens não são retirados de dentro do container, procedimento que ocorre somente na desova.

Desova

Esse processo é um recurso para reduzir o demurrage de container até que a liberação aduaneira da carga seja finalizada. O demurrage ocorre quando o embarcador ultrapassa o prazo de 30 dias em posse do container e precisa pagar uma taxa de sobrestadia. Em outras palavras, é uma multa aplicada pela demora na desocupação do recipiente.

Normalmente, a desova é solicitada quando a mercadoria precisa passar por uma conferência física, um processo mais demorado e que pode levar dias até ser concluído. Por isso, esse recurso é tão importante para evitar o pagamento da penalidade. 

Assim que o processo é concluído, os itens são novamente colocados no container e a transportadora é solicitada para levar a mercadoria até o cliente.

Qual deles é o mais adequado?

De forma geral, o mais adequado a se considerar é o transporte sobrerrodas, visto que ele proporciona ganhos em agilidade e custos logísticos para o signatário, que tem as cargas liberadas com mais rapidez e não corre o risco de sofrer com atrasos que afetarão a entrega para o cliente.

Porém, ele só é viável em casos em que a Receita Federal sinaliza a mercadoria com o canal verde. Nos outros, ele deixa de ser possível e, então, a empresa precisa solicitar a baixa ou a desova de container com rapidez, evitando transtornos e um gasto ainda maior com a operação (principalmente quando é o caso de sofrer com a penalização do demurrage).

Aqui, poder contar com uma transportadora que auxilia na tratativa das burocracias e oferece soluções que ajudam a otimizar os processos é essencial para não sofrer com prejuízos operacionais — que podem envolver, até mesmo, a insatisfação dos clientes em decorrência do atraso.

Como a situação envolve a parte final do transporte aduaneiro, vale ressaltar a importância de investir em um bom planejamento logístico para que tudo ocorra da melhor forma possível. Isso inclui o planejamento de riscos, que ajuda a minimizar as consequências dos problemas que possam ocorrer.

Conhecer os tipos de transporte de cargas e as modalidades de carregamento é fundamental para saber qual é a melhor atitude a ser tomada diante da classificação dada pela Receita Federal e conseguir adotar decisões mais acertadas — alcançando ganhos em agilidade e otimização de custos da operação.

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