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Esporte

Bia Ferreira quer seguir arrebentando no boxe

Ela fez história nos Jogos Panamericanos de Lima e sonha com as Olimpíadas de Tóquio

Aos 27 anos, Bia Ferreira conseguiu um feito inédito nos Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru, encerrados em agosto deste ano. Ela trouxe para o Brasil a primeira medalha de ouro do país no boxe feminino ao ser a campeã da categoria leve (até 60 kg). “Tinha um objetivo e o alcancei. Fico muito feliz por ter sido a primeira brasileira campeã do Pan”, conta.

Nascida em Salvador (BA), a pugilista enfrentou dificuldades no início da carreira, incluindo uma suspensão de dois anos, mas hoje comemora as vitórias e mira medalha na Olimpíada de Tóquio-2020.

“[O objetivo pra Tóquio] é treinar até lá, chegar bem, preparada, pra poder me divertir também, mas é claro que com o objetivo de conseguir medalha, não importa qual seja”, diz Bia. Ela vem em alta após a vitória no Pan e admite que não tira a Olimpíada da cabeça.

“A gente pensa em Tóquio o tempo todo, mas antes tem dois mundiais. No Mundial civil e no militar [ela é 3º sargento da Marinha], o foco é ter um bom resultado”, lembra. No início de 2020, a baiana disputará o pré-olímpico para ter a chance de representar o Brasil na capital japonesa.

Punição

A atleta conta que o momento mais difícil da carreira foi quando não pode participar de torneios por conta de uma punição. Em 2014, dez anos depois de mudar de Salvador para Juiz de Fora (MG) com Raimundo Ferreira, seu pai, ex-pugilista tricampeão brasileiro, ela aprendeu muay thai e participou de uma luta amadora na mesma época em que entrava no boxe. Isso foi o suficiente para que a Associação Internacional de Boxe Amador (Aiba) a punisse, pois uma regra da entidade proibia pugilistas de lutar em outras modalidades. Ela ficou fora do Campeonato Brasileiro Amador por dois anos.

“Comecei tarde no boxe, e quando resolvi começar a lutar já tinha essa nova regra”, relata. Mas Bia afirma que não ficou abalada. “Tirei proveito disso, aprendi”.

Com o gancho, Bia continuou a treinar. “A raiva que senti naquela época, eu desconto agora e colho frutos”.

Dificuldades

Quando fala do início da carreira, Bia relata as barreiras. Sem renda garantida no início, ela recorreu à ajuda da família. “Eu não tive nada, tinha que ter meus pais. Precisei dar aulas de boxe pra conseguir dinheiro”, conta. Hoje, com uma situação mais confortável, ela retribui o apoio. “Tenho um bom salário na seleção e patrocínios. Consigo me manter e sustentar a família. Sou feliz de fazer o que eu amo e ajudar a família.

Mudança

O ponto de mudança na carreira da lutadora foi o programa Vivência Olímpica, desenvolvido na época da Olimpíada do Rio, em 2016. Com 20 anos, Bia Ferreira foi uma das selecionadas pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) para acompanhar o Time Brasil.

“Uns três meses antes dos Jogos, entrei para a seleção brasileira como reserva. Depois, teve o Vivência Olímpica, que foi essencial. Estar convivendo, conhecer os atletas, viver um pouco daquilo mesmo não competindo, mas sentindo como se estivesse”. 

Foi durante esse programa que ela conheceu Adriana Araújo, boxeadora que ganhou a primeira medalha do boxe brasileiro feminino em Olimpíadas: bronze na categoria leve (até 60 quilos). “Comecei a treinar vendo a Adriana lutar, então é uma grande referência que eu tenho. Não só ela, mas o Robson (Conceição), o Robenilson (de Jesus), todo mundo daquela época que eu tive a oportunidade ver e treinar junto”.

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Torneio de Sumô em Fukuoka

Seis grandes torneios de sumô (chamados honbasho) são realizados durante o ano – um em cada mês ímpar, cada um com duração de 15 dias consecutivos. Três desses honbasho são realizados em Tóquio, no famoso Ryogoku Kokugikan, em Sumida, e os outros são realizados nas prefeituras de Osaka, Aichi e Fukuoka.

O evento acontecerá entre o dia 10 até 24 de Novembro de 2019.

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Esporte

Maratona de Yokohama 2019

Este ano, espera-se que 28 mil pessoas participem da Maratona de Yokohama, que ocorrerá no outono e não na primavera. O percurso começará em Minato Mirai Ohashi, passando pelos corredores Minato Mirai e Sankeien Garden, e até Bayside Marina antes de virar para percorrer a mesma rota de volta e terminar em Pacific Yokohama.

Os corredores terão a opção da maratona completa ou um curso de curta duração de 1/7 de 6 km (os competidores em cadeiras de rodas também terão a opção de um percurso de 2 km). 500 vagas serão reservadas para participantes internacionais.

Confira aqui mais informações: http://yokohamamarathon.jp/2019/

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Esporte

Tóquio 2020 terá pódios recicláveis

Os pódios dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 serão feitos a partir de resíduos plásticos doados por moradores locais ou coletados no mar, disseram os organizadores na terça-feira (11/06), como parte de um esforço de sustentabilidade.

Será a primeira vez que pódios serão feitos de materiais reciclados e os organizadores dizem que precisarão de cerca de 45 toneladas de plástico para formar cerca de 100 pódios para os Jogos. O CEO do Tokyo 2020, Toshiro Muto, disse que o plano ajudaria a levar uma mensagem de sustentabilidade, que os organizadores querem ser um tema chave dos Jogos no próximo ano.

“Ao enviar essa mensagem para o Japão e o resto do mundo, achamos que este projeto terá um grande significado”, disse ele a repórteres.

O plástico para o projeto será reunido em mais de 2.000 pontos de uma rede local de supermercados, onde serão colocadas caixas para que os residentes de Tóquio deixem seus resíduos de plástico reciclável. O projeto também usará resíduos de plástico que foram coletados do oceano durante as limpezas marítimas.

Os organizadores de 2020 têm se empenhado em promover uma mensagem ecologicamente correta com os Jogos, incluindo a confecção de todas as medalhas a partir de lixo eletrônico reciclado.

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