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Educação

A importância das artes na educação para um melhor desenvolvimento

As artes têm um papel muito importante na formação integral do aluno, já que são capazes de transformar o estudante por meio da magia, da fantasia, da descoberta e da aventura, possibilitando o desenvolvimento da sensibilidade e da criatividade desde os primeiros anos de vida da criança.

De acordo com os PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais), as aulas de artes devem contemplar atividades que envolvam as quatro linguagens existentes, são elas: a música, o teatro, a dança e as artes visuais.

No entanto, apesar da recomendação dos PCNs, as instituições de ensino tinham o dever de incluir somente aulas de música ao espaço destinado as artes. Mas, com a recente sanção do Governo Federal –  lei n° 13.278/16 -, as escolas públicas e privadas têm a partir de agora cinco anos para incorporar aulas de teatro, artes visuais e dança ao currículo do ensino básico brasileiro, contemplando a Educação Infantil e os Ensinos Fundamental e Médio. 

Potencializando a criatividade 

O pensamento, a imaginação, a percepção e a sensibilidade de uma criança devem ser trabalhados de forma integrada, favorecendo o desenvolvimento das suas capacidades criativas, de acordo com a  faixa etária.

Ao trabalhar com as arte visuais, é importante envolver o aluno em um contexto social para que ele organize as ideias, invente, crie e construa a linguagem da arte por meio das várias leituras do mundo. Para tanto, é fundamental que o professor compreenda como se dá o processo de criação de cada faixa etária, para que possa propiciar aos alunos a oportunidade de crescer por meio de suas experiências artísticas.

Para estimular o estudante a usar a sua criatividade nas produções, é importante oferecer a ele uma ampla variedade de materiais e ensinar pequenas técnicas, por exemplo, a de misturar as cores. O objetivo não é a formação de artistas profissionais, mas sim de alunos que se enxerguem como construtores e participantes da sua própria aprendizagem de forma criativa. 

Parceria no processo de alfabetização

As artes também têm um papel importante durante o processo de alfabetização, principalmente o desenho, presente no cotidiano das crianças desde os primeiros anos de vida. De acordo com a neurocientista e antropóloga, Elvira Souza Lima, em entrevista para o portal Educar para Crescer, a escrita nada mais é do que desenhar letras e juntá-las em palavras para criar significados. “Uma criança que desenha por 15 minutos todos os dias chega às letras naturalmente, já que o movimento para fazer uma letra de mão (letra cursiva) ou de forma (letra bastão) vem do desenho”, afirma a especialista.

Elvira comenta, ainda, que uma criança que desenha bastante pode evitar dificuldades com a caligrafia quando estiver aprendendo a escrever e indica que tanto a escrita quanto o desenho são atividades que podem continuar lado a lado durante o processo de alfabetização do aluno.

Dança, música e teatro: desenvolvendo o corpo e a mente!

Música: Obrigatória dentro da grade de artes em todas as instituições de ensino desde 2012, a música atua como um estímulo no período de escolarização da criança, pois ajuda na apropriação da linguagem, na concentração, no aprendizado da matemática e no desenvolvimento de habilidades cognitivas, motoras e sociais.

Sonia Regina Albano de Lima, diretora regional da Associação Brasileira de Ensino Musical, (ABEM), em entrevista ao portal Educar para Crescer, explica que “a música contribui para a formação integral do indivíduo, reverencia os valores culturais, difunde o senso estético, promove a sociabilidade e a expressividade, introduz o sentido de parceria e cooperação e auxilia no desenvolvimento motor, pois trabalha com a sincronia de movimentos.”

Dança: Já presente na grade de muitas escolas e também oferecida como atividade extracurricular, a dança é uma das formas mais divertidas e efetivas de ensinar aos alunos, na prática, todo o potencial de expressão do corpo humano. A professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Atte Mabel Bottell, enfatizou em reportagem realizada pela Revista Escola, que a dança é um ótimo recurso para desenvolver uma linguagem diferente da fala e da escrita, aumentar a sociabilidade do grupo e quebrar a timidez dos alunos.

Teatro: A linguagem teatral também tem uma atuação importante na formação integral do aluno, pois ajuda a minimizar a timidez, estimula a criatividade e a memorização, aprimora o trabalho em equipe e a habilidade do improviso, além de despertar o interesse da criança e do jovem por textos e autores variados.

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Educação

Escolas reabrem após curtas férias de verão em meio à pandemia

Muitas escolas no Japão reabriram nesta segunda-feira (17) após férias de verão encurtadas para permitir aos estudantes acompanharem aulas que foram perdidas devido a fechamentos causados pela pandemia de coronavírus.

As férias mais curtas decididas por autoridades locais foram de somente 9 dias. Normalmente, estudantes de escolas japonesas tiram mais de 1 mês de férias de verão.

Está sendo exigido que as escolas tomem medidas para reduzir o risco de exaustão do calor, assim como prevenir infecções pelo coronavíurs. As temperaturas subiram rapidamente nos últimos dias, com os termômetros passando de 35 graus em muitos lugares.

Na cidade de Nagoia (Aichi), estudantes da Escola Primária Shimizu sentaram em cadeiras com certa distância e participaram de assembleias escolares em suas salas para evitar aglomeração, com o diretor falando com eles através do sistema de anúncio público da instituição de ensino.

Em salas de aula, janelas foram deixadas abertas para ventilar enquanto o ar-condicionado também estava sendo usado. Uma professora disse aos alunos que para evitar a exaustão do calor, eles poderiam tirar suas máscaras desde que mantivessem o distanciamento social.

Fonte: Mainichi

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Cidades

Alunos de escolas em Kitakyushu testam positivo para coronavírus

A cidade de Kitakyushu, em Fukuoka, confirmou 12 novos casos no domingo (31), incluindo 4 em uma escola primária.

Oficiais da cidade confirmaram 12 novos casos no domingo (31), incluindo quatro na escola primária Moritsune no distrito Kokura-Minami da cidade. Descobriu-se em 28 de maio que um colega dos 4 estava infectado com o coronavírus.

Três outras escolas do primário e ginásio na cidade também foram temporariamente fechadas após alguns estudantes terem testado positivo para o vírus.

O conselho educacional da cidade pediu no domingo às escolas do ginásio e do colegial que verificassem minuciosamente as temperaturas corporais e condições de saúde dos alunos.

Um oficial da cidade disse que como qualquer um pode ser infectado, crianças que contraíram o vírus devem ser protegidas de possível bullying.

O número de casos de coronavírus em Kitakyushu subiu para 97 nos últimos 9 dias. Desses, as rotas de infecção não puderam ser identificadas em 34 casos.

O governador da província de Fukuoka, Hiroshi Ogawa, pediu ao ministro da saúde no sábado (30) que enviasse kits de testes de antígenos em uma base prioritária. Eles serão fornecidos a hospitais locais em Kitakyushu.

Fonte: NHK

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Educação

Japão dificilmente introduzirá início do ano letivo em setembro

Tóquio – Apesar dos pedidos de reforma, é improvável que o Japão mude o início do ano acadêmico de abril para setembro, informou a mídia japonesa. Segundo os defensores, isso ajudaria a internacionalizar o sistema educacional do país.

As escolas fecharam no Japão em março por causa do surto de coronavírus, alimentando a preocupação do ano acadêmico mais curto e reacendendo o debate sobre o início em setembro, como ocorre em muitos países ocidentais.

Políticos, como a governadora de Tóquio, Yuriko Koike, apoiaram as reformas e o Partido Liberal Democrático (LDP) criou um painel para analisar as opções.

O primeiro-ministro Shinzo Abe suspendeu na segunda-feira um estado de emergência em Tóquio e em outras quatro províncias, as últimas regiões do país que estavam sujeitas às restrições. Com isso, muitas escolas já estão gradualmente voltando às aulas.

O jornal Asahi citou Masahiko Shibayama, ex-ministro da Educação que liderava o grupo de trabalho do LDP. “A maioria dos legisladores sentiu que desta vez, a introdução de um sistema para atrasar o início do ano letivo para setembro não era uma boa ideia”, disse ele à publicação.

A emissora pública NHK também disse que a opinião estava se espalhando no ministério da educação de que a introdução precoce de um novo ano escolar seria difícil.

Os advogados disseram que o início de setembro tornaria mais fácil para os estudantes japoneses estudarem no exterior. Os críticos citaram numerosos obstáculos e disseram que o foco deveria estar em ajudar os alunos a acompanhar o aprendizado on-line e outras etapas.

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